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Olhar do Morro dos Alagoanos
O Morro dos Alagoanos e suas diversas faces

por Leonardo Picinati – agosto de 2007

Lá de baixo, olhando para cima, os moradores e visitantes podem observar uma paisagem que muda diariamente com o crescente vigor das árvores plantadas no morro, as casas coloridas, idéia de Raimundo de Oliveira, uma espécie de...

Mundo mundo vasto mundo.
Se eu me chamasse Raimundo
Seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo.
Mais vasto é o meu coração.
Gracinha Silva Neves

Lá de cima, no topo mais alto do morro, aonde tem o campo de futebol, o posto de saúde, o bar do Femusquim, o centro Cultural Boca da Arte, a Igreja São Sebastião, os moradores e visitantes quando olham para baixo podem conferir a bela vista de uma parte de Vitória: a rodoviária, segunda ponte e parte do município de Vila Velha.

No Morro dos Alagoanos ou podemos completar, no “Morro da Cultura”, passaram pessoas conhecidas da esfera cultural como: Joãosinho Trinta que visitou o morro em 1987, no mesmo ano, no Recital de Poetas Negros, os artistas capixabas Edinardo Pinehiro, Ro Viana, Sózea Correa, Neto domingo, Ced Melo, Rodrigo Gomes, Rose Gomes e Jurandir Gusmão recitaram poesias de Castro Alves, Cruz e Souza, Solano Trindade, Martin Luther King, Agostinho Neto, Benilson Pereira e outros.

Em 13 de maio de 1988, em comemoração ao Centenário da Abolição foi à vez do Grande Otelo prestigiar as comemorações a pedido da comunidade. Através da cultura, o morador Raimundo de Oliveira, denominado por muitos como o “homem da cultura e da determinação”, começa, juntamente com amigos, a mudar a “cara” do Morro dos Alagoanos.

Essas são algumas visitas dos anos 80, vai, sobe o morro e confere o que mudou em quase 30 anos.

História Por volta de 1925, o governo do Espírito Santo estava às voltas com a montagem da Ponte Florentino Ávidos. As peças da ponte foram adquiridas na Alemanha e montadas aqui. Vieram da Alemanha, além das peças, apenas alguns técnicos, faltando, portanto, a mão-de-obra.

Naquela época, centenas de nordestinos, em busca de emprego no Sul, aqui se estabeleceram. Muitos deles pararam no Porto de Vitória e logo se ofereceram para o trabalho.

Concluída a obra, muitos se instalaram em um morro em frente à atual rodoviária. Derrubaram árvores e iniciaram a construção de suas casas. E, conta a história, que os primeiros moradores eram alagoanos.

Assim, sempre que se referenciava aos primeiros desbravadores, falava-se “lá no Morro dos Alagoanos”. E o bairro se estabeleceu mantendo essa identidade.

Parte das fotos vão compor a exposição
O Olhar do Morro dos Alagoanos, nos dias 13, 14 e 15 de setembro, no XI Femusquim, Festival de Música de Botequim, que acontece
no campo de futebol do bairro.

Texto do banner da Exposição:
Exposição dedicada a todas as pessoas que olharem para estas fotografias e forem levadas a pensar sobre a diversidade atrás das imagens registradas.
Olhar o Morro da rodoviária Carlos Alberto Vivácqua Campos é familiar para muitos,
Olhar do Morro dos Alagoanos para a mesma rodoviária é novo, transformemos o local em "glocal".

Divulgação:
Site do Governo do Estado do Espírito Santo

Site da Secretaria de Estado da Cultura
 

Empresas que acreditam nesse projeto
Legenda das fotos 01 a 95

As fotografias foram capturadas no dia 25 de agosto de 2007, no Morro dos Alagoanos, retratando o cotidiano do bairro.

   
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Legenda das fotos 95 a 162

As fotografias foram capturadas no dia 26 de agosto de 2007, no Morro dos Alagoanos, retratando o cotidiano do bairro.

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Original © 2007 - Leonardo Picinati