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Estátuas esquecidas no meio da multidão
Personagens da nossa história esculpidos em sólido são lembrados em livros que são pouco lidos

Veiculada no Jornal Tendência - Jornal-laboratório do curso de Comunicação Social da Faesa - Vitória/ES - nº 27 - maio de 2007.

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Estátuas esquecidas no meio da multidão

Personagens da nossa história esculpidos em sólido são lembrados em livros que são pouco lidos


por Leonardo Picinati - fevereiro de 2007

"Quem é ele? "É um anjo?", perguntas do mecânico Manuel Carvalho da Silva, 52, morador do bairro Jucutuquara, quando se depara com a estátua em mármore que representa as quatros estações do ano, na escadaria Bárbara Lindenberg, construída pelo francês Justin Norbert, no centro de Vitória.

O esquecimento ou o total desconhecimento de personagens artisticamente representados em mármore, metal, ferro, é a realidade para muitas estátuas de Vitória. Das 12 pessoas abordadas, somente Antônia Alves, 32, moradora da redondeza, soube responder o nome da estátua.


Na praça Costa Pereira, no centro da centro da cidade, há o monumento à mãe, escultura em metal do artista plástico Maurício Salgueiro, representando artisticamente a mãe ligada ao filho pelo cordão umbilical. Para Manoel, não passa de um local sujo. "Isso só deixa a água parada, muita sujeira e ma cheiro".

Outras estátuas também passam pelo abandono. A do Papa Pio XII e o monumento ao trabalhador perderam suas placas e estão cobertos de sujeira.

O busto do advogado Ubaldo Ramalhete perdeu a placa de identificação. A estátua do doutor Euryclides de Jesus Zerbini, que realizou o primeiro transplante de coração da América Latina está com os óculos quebrados.

Para Joana de Castro, 48, professora do Ensino Médio, o problema existe porque não se explica para a população quem são esses personagens históricos. "Pior do que o abandono das estátuas, é o não conhecimento do nome e história dos personagens", salienta a professora.

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Original © 2007 - Leonardo Picinati