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Estátuas esquecidas no meio da multidão
Personagens da nossa história esculpidos em sólido são lembrados em livros
que são pouco lidos
por Leonardo Picinati - fevereiro de 2007
"Quem é ele? "É um anjo?", perguntas do mecânico Manuel Carvalho da Silva,
52, morador do bairro Jucutuquara, quando se depara com a estátua em mármore
que representa as quatros estações do ano, na escadaria Bárbara Lindenberg,
construída pelo francês Justin Norbert, no centro de Vitória.
O esquecimento ou o total desconhecimento de personagens artisticamente
representados em mármore, metal, ferro, é a realidade para muitas estátuas
de Vitória. Das 12 pessoas abordadas, somente Antônia Alves, 32, moradora da
redondeza, soube responder o nome da estátua.
Na praça Costa Pereira, no centro da centro da cidade, há o monumento à mãe,
escultura em metal do artista plástico Maurício Salgueiro, representando
artisticamente a mãe ligada ao filho pelo cordão umbilical. Para Manoel, não
passa de um local sujo. "Isso só deixa a água parada, muita sujeira e ma
cheiro".
Outras estátuas também passam pelo abandono. A do Papa Pio XII e o monumento
ao trabalhador perderam suas placas e estão cobertos de sujeira.
O busto do advogado Ubaldo Ramalhete perdeu a placa de identificação. A
estátua do doutor Euryclides de Jesus Zerbini, que realizou o primeiro
transplante de coração da América Latina está com os óculos quebrados.
Para Joana de Castro, 48, professora do Ensino Médio, o problema existe
porque não se explica para a população quem são esses personagens
históricos. "Pior do que o abandono das estátuas, é o não conhecimento do
nome e história dos personagens", salienta a professora. |
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