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Fabio Flores é professor
dos cursos de Comunicação Social, Pedagogia e Projeto FAESA 3ª Idade.
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"Eu sou
a mão da contradição.
O pouco de sim
que existe em todo não.
A fronteira da palavrinha
com o palavrão.
O acento agudo da fé cega
e o til da negação.
O “s” do meio do desejo
sem o “s” cortado do cifrão.
O verde de qualquer esperança
e a cinza de cigarro do depois...
Sou um
Sou dois
Sou eu
... dentro de muitos mim´s ..."
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Que
diferença?
Há quem
beba uísque,
há quem tome 51.
Há quem curta futebol,
há quem goste de Fórmula 1.
Há quem ouça Chico,
há quem prefira Oludum.
Há quem aprecie sushi,
há quem coma goiamum.
Há quem puxe unzinho,
há quem fume mais de um.
A diferença
é o que temos em comum.
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O
que (não) se deve
entender
Loucura convicta
que estava escrita
em algum lugar.
Lugar comum fazer poema
pra descrever
o que (não) se deve entender.
Covardia poética
desta invasão dialética.
Línguas enlouquecidas
em almas aquecidas
por loucuras, palavras e perigo.
Travestido de amigo
lancei-me em você.
Crime premeditado.
Pecado consentido.
Ausência de sentido.
Sentidos tão sensíveis.
Verdades invisíveis.
E tudo aquilo
que ficou por (não) dizer.
Deixa nosso segredo no
ar
Deixa o prazer envolver
Deixa minha mão descobrir...
esta geografia que existe em Você. |
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