capa

perfil galeria fotojornalismo fotodocumentarismo poesia contato

Poeta

Adiel Silva Santos
por Leonardo Picinati – agosto de 2007
 

O mesmo bairro que hoje é o berço do samba capixaba e terra de sambistas, o Consolação, em Vitória, no Espírito Santo, que em 1958, era conhecido como Gurigica de Fora, na época, nasce um poeta.



 

No trabalho, no Centro de Distribuição Domiciliaria de Carapina, na Serra, Adiel Silva Santos, que trabalha como carteiro, aproveita seu tempo livre para criar suas poesias. Plantando “uma semente no coração das pessoas que se propuserem a ler com atenção as linhas de sabedoria que você aqui perpetua”, palavras de Fernando Estevez Gadelha, escrito em dezembro de 2000 no prefácio do livro Poesias de um carteiro feliz, do poeta.

Algumas de suas obras

Andanças

São anos de andanças
Que talvez uma volta ao mundo já dei.
De casa saí e por aqui te encontrei.
Ás vezes sou amado,
Outras vezes sou odiado.
Os motivos, só eu sei.
São tantas as palavras
Que por minhas mãos passam,
As quais os meus olhos precisam ler
Que, de repente, eles se fecham
Querendo um momento de prazer.
Mesmo assim, não reclamo da minha situação,
Pois sou um carteiro feliz
E vivo a vida com muita paixão.

Adiel Júnior

Sinto uma alegria bater com profundidade, é uma alegria gostosa, que vem preencher o meu viver.
Essa alegria acontece, quando estou com você.
Com as suas brincadeiras relembro tudo àquilo que já brinquei.
E agora, na minha maturidade, você me proporciona ser criança outra vez.
Vamos rodar pião, jogar bolinha de gude, empinar uma pipa, pescar, mergulhar e nadar.
Tudo isso era a minha distração.
Sem falar que foi com uma bola de meia que tudo começou e, por meio dela, você chegará a vestir a camisa da nossa Seleção.

 

voltar

Todos os direitos reservados
Original © 2007 - Leonardo Picinati